No meu último post deixei escapar algumas das dúvidas que trago, dúvidas essas relativas ao aparente adormecimento desses seres magníficos, as mulheres. Não me refiro a todas, claro, mas apenas a algumas. Só que essas, de tão adormecidas, confundem-se com os vivos, essas coisas insonsas. Porque será, pergunto-me. Como é que criaturas talhadas para tanto, se resignam a tão pouco?
Notem que não conjecturo. Afirmo: algumas mulheres confundem-se com os vivos. Mas não o afirmo levianamente. Faço-o sim, com pesar. E com o contributo de uma constatação recente. Ei-la.
Pelo canto do olho, já não sei bem onde, vi os resultados de uma sondagem de opinião (ou lá como se chama aquilo). Quando confrontadas com a escolha de serem privadas de sexo ou privadas de internet, aproximadamente 70% das mulheres optaram por serem privadas de sexo. Não nos tirem a internet; por nada, afirmaram.
Tremendo. Em cada 10 mulheres, 7 preferiram a internet. Confesso que fui apanhado desprevenido. É que dos homens já espero tudo, mas das mulheres… Tremendo, repito. Como é que criaturas eminentemente sensoriais optam assim? Porquê? Não encontro explicação. Mas tenho uma conjectura (ou esperança, nem sei).
A pergunta está mal feita. É isso! Se lhes tivessem dito que ficariam privadas de boas fodas, a resposta seria outra. Com certeza que diriam, que se lixe a internet. O meu reino por uma boa foda, clamariam. (A propósito, o “uma” é o artigo indefinido. É que eu não sei contar fodas, daí não usar o cardinal. Mas falar-vos-ei disto noutra ocasião.)
Talvez seja isto. É que aquilo a que os vivos chamam de sexo, não o é. É outra coisa. E as mulheres sabem-no melhor que ninguém. E porque a pergunta surge no mundo dos mortais, pensaram que se referia à outra coisa; àquilo que acontece para cumprir calendário (perdoem-me, não resisti ao uso de gíria futebolística). Se é isso, dispensamos, disseram. Ficamos antes com a internet.
A ser assim, fico aliviado. Porque disso, também não quero. Sexo? Sim, mas do bom!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
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Ja conhecia esse estudo e como ser vivo e bem vivo também me perguntei o mesmo... como é que é possivel...
ResponderEliminarHá tbm gostei so som do blog...
Turned me on...
Bjs...L
É impressionante. Como se pode preterir sexo em detrimento de qualquer outra coisa? Não entendo mesmo. Enfim...
ResponderEliminarJá que falas de música, a música do teu blog é simplesmente fantástica. A imagem que construí de ti, às custas dessa música e dos textos que lá colocas é deliciosamente pecaminosa. Que sensualidade!
Mas é melhor nem pensar nisso senão ainda começam a crescer-me os caninos...
Uma dentada profunda
ps. Talvez um dia coloque aqui uma descrição da minha imagem mental de ti ao som daquela música... ;)
Isto, se mo permitires, claro. Porque apesar de maldito e perverso, sou educado.
De certeza que a pergunta foi mal feita, só pode
ResponderEliminarEssa é a minha esperança. Muito mal andariam as mulheres... Já os vivos, esses, estão perdidos.
ResponderEliminarBeijo
quando comecei a ler o teu texto, pensei... bem, só podem preferir a net, se o sexo não fôr bom... claro, ao chegar ao fim do teu texto, percebi que não sou a unica a pensar assim. alias, até elas devem pensar do mesmo modo.
ResponderEliminarbeijo
Só pode. A minha admiração pelo sexo oposto impõe-me esta esperança: Sexo, só se for do bom. (Hei-de aqui apresentar a minha concepção de bom sexo)
ResponderEliminarbeijo
Primeiro, agradou-me Vlad, e o maldito, ainda mais.
ResponderEliminarHá aqui algo infernal que gosto.
Pois, e generalizar é um grande erro, que por acaso, nem cometes, porque não te referes a todas as mulheres.
Não conheço o estudo; mas é claro que deve ser a maioria, porque é a maioria que está adormecida ou ainda nem acordou, ou quiçá anda por ver andar as outras.
As pessoas são tão desinteressantes, e nem me importo de soar arrogante ou convencida, acho que aqui posso pecar. Soberba.
Ah e depois há o factor net=sexo tb.
Há quem mantenha uma vida sexual na net.
Voltarei porque me apetece ;)
Beijos infernais
Hummmm.... Laura, que perfume a imortalidade tu emanas. (consigo-o detectar até daqui, de tão longe) ;)
ResponderEliminarDe vivo, não pareces mesmo ter nada. E isso é raro. Tristemente raro.
Perdoa-me o entusiasmo mas sinto-me como uma criança sempre que encontro outros da minha espécie... (E peca. Por favor, peca. Já agora, o meu pecado capital preferido é a luxúria.)
De facto não cometo o erro de generalizar, mas cometerei outros, prometo. :)
Quanto ao factor net=sexo, já ouvi falar disso. Chamam-lhe sexo virtual, não é? Que estranhos esses vivos... Conseguem usar os antónimos 'sexo' e 'virtual' na mesma expressão sem se aperceberem do quão ridícula é. Enfim...
Da outra vez, dei-te uma dentadinha daquelas que não matam. Desta vez, e porque já sei que não te poderia matar, toma lá
uma dentada feroz, directa à jugular.
ps. Obrigado pela visita, e volta sempre que te apetecer ;)
lolll achei demais a tua resposta á minha querida amiga laura :) ela é repleta de luxuria sem duvida.
ResponderEliminaragora pergunto, como distingues as imortais das mortais? ah, estou curiosa. ora aqui está um bom tema para um post :)
beijo
Os imortais distinguem-se pela forma como lidam com o medo; o medo da diferença. Não hesitam em assumi-la.
ResponderEliminarJá os vivos fazem questão de se confundirem com os demais; de seguir a corrente. Mas só os peixes mortos vão com a corrente.
Assim são os mortais.
Mas elaborarei mais tarde. Está prometido. :)
Todavia, esse grande senhor descreveu-o muito melhor do que eu alguma vez serei capaz. (sim, falo-te do autor do texto que colocaste no teu último post)
beijo